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Penitenciária Regional de Sapé inova com cultivo de morangos em projeto de ressocialização

A Penitenciária Regional de Sapé, localizada no Brejo Paraibano, está protagonizando uma iniciativa inovadora dentro do sistema penitenciário estad...

29/09/2025 às 23h15
Por: Redação Fonte: Secom Paraíba
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Foto: Reprodução/Secom Paraíba
Foto: Reprodução/Secom Paraíba

A Penitenciária Regional de Sapé, localizada no Brejo Paraibano, está protagonizando uma iniciativa inovadora dentro do sistema penitenciário estadual: o cultivo de morangos em ambiente controlado, por meio de técnica semi-hidropônica, dentro de uma estufa instalada na própria unidade.

A ação faz parte do programa “Hortas para a Liberdade”, implantado em julho de 2024, e marca um avanço significativo no processo de ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Desde o início do projeto, a horta da unidade prisional já produzia hortaliças como coentro, cebolinha e alface, destinadas ao consumo interno da unidade. A introdução dos morangos amplia a diversidade da produção e simboliza um novo capítulo da proposta de reintegração social por meio da agricultura.

A primeira colheita dos morangos está prevista para outubro deste ano. Ao todo, seis privados de liberdade participam diretamente das atividades, recebendo capacitação técnica e orientação de manejo agrícola, com foco em técnicas sustentáveis e sem agrotóxico.

Parceria e Coordenação Técnica

A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB), o Poder Judiciário da Paraíba e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A coordenação do Programa “Hortas para a Liberdade” é realizada pelo agroecólogo Lucas Bras, integrante da Gerência de Ressocialização da Seap-PB, que há oito anos atua na implantação de hortas em unidades prisionais do estado, como Bananeiras, Solânea, Remígio, Areia, Santa Rita e João Pessoa.

Segundo Lucas, o cultivo de morangos dentro de uma penitenciária representa mais que uma inovação agrícola: é um instrumento de transformação humana. “A horta oferece uma oportunidade concreta para que os reeducandos desenvolvam novas habilidades, resgatem a autoestima e se reconectem com um propósito. O trabalho com plantas, seja de forma hidropônica ou semi-hidropônica, é transformador e essencial para a reintegração social”.

Agroindústria e Expansão

Além da horta, a unidade prisional também implantou uma estrutura de agroindústria, com equipamentos voltados ao beneficiamento e comercialização do fruto e das hortaliças folhosas. A proposta é transformar a produção in natura em produtos com valor agregado, incentivando a autossustentação do projeto e novas oportunidades de capacitação e manipulação de alimentos para os reeducandos.

Agricultura como caminho para a liberdade

Para o secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, João Alves, o projeto é um exemplo de como é possível unir segurança pública, dignidade humana e desenvolvimento sustentável dentro do sistema prisional.

“A agricultura é uma ferramenta poderosa para a ressocialização. Na Penitenciária de Sapé, estamos mostrando que é possível ir além da custódia. Com projetos como este, oferecemos um caminho real para que as pessoas em privação de liberdade possam construir um futuro digno. O cultivo de morangos é um símbolo de esperança, demonstrando que a transformação é possível.”

Gestão com olhar social

Desde setembro de 2024 à frente da direção da Penitenciária Regional de Sapé, Cícero Júnior destaca o potencial da horta já existente como ponto de partida para o novo projeto. Segundo ele, a ideia surgiu ao perceber que a estrutura hidropônica da unidade poderia ser ampliada.

“Ao chegar na unidade, vi o potencial que existia na horta hidropônica já existente, pois já se produziam hortaliças para consumo interno. Ao conversar com Lucas Brás, coordenador do projeto Hortas para a Liberdade da Seap-PB, perguntei-lhe sobre a possibilidade de plantarmos morangos usando a estrutura já existente. A princípio, ele achou que precisaríamos de um bom investimento e bastante estudo sobre o assunto. Diante da possibilidade, reativamos a parceria com o Judiciário e conseguimos o recurso necessário. A partir desse projeto, outros virão. Estamos agora concluindo a 3ª etapa de um projeto ambicioso, que estamos batalhando para gerar frutos tão doces para a sociedade quanto estes morangos e dar uma oportunidade a mais apenados”, concluiu Cícero Júnior.

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Ascom-Seap/PB

Por Josy Gomes Murta

Fotos: Lucas Bras

Foto: Reprodução/Secom Paraíba
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